JORNADA DA OBESIDADE

A obesidade vai muito além da balança. Ela é uma doença crônica, complexa e multifatorial, que afeta milhões de brasileiros — e precisa ser compreendida com seriedade, empatia e responsabilidade.


 

Segundo o Mapa da Obesidade, cerca de 31% dos adultos no Brasil vivem com obesidade, e mais de 68% da população está acima do peso. Em menos de uma década, houve um crescimento de 72% nos casos — o que torna o tema urgente para a saúde pública.

Como a obesidade se desenvolve?

A obesidade não é fruto apenas da alimentação ou da falta de atividade física. Ela se desenvolve por meio da interação entre fatores genéticos, ambientais, emocionais e sociais.

Ou seja: uma pessoa com tendência genética, vivendo em um ambiente com excesso de alimentos ultraprocessados, estresse constante, pouco sono e sedentarismo, pode desenvolver obesidade mesmo fazendo esforço para manter hábitos saudáveis.

O que é um ambiente obesogênico?

Você já parou para pensar em como o ambiente em que vivemos influencia nosso peso?

O chamado ambiente obesogênico é aquele que facilita o ganho de peso e dificulta escolhas saudáveis. Nele, encontramos:

  • Alimentos ultraprocessados baratos e acessíveis
  • Estilo de vida cada vez mais sedentário
  • Falta de tempo e espaços seguros para atividade física
  • Excesso de telas e marketing voltado ao consumo

Esses fatores criam um cenário propício ao acúmulo de gordura corporal — e muitas vezes escapam do controle individual.

O estigma da obesidade

Infelizmente, quem vive com obesidade ainda sofre com o preconceito e a desinformação.

Pessoas com excesso de peso são frequentemente rotuladas como preguiçosas ou sem força de vontade — o que é falso e cruel. Esse estigma impacta profundamente a autoestima, além de dificultar o acesso ao tratamento adequado.

Obesidade não é uma escolha. É uma doença. E deve ser tratada com respeito e ciência.

A obesidade pode se instalar em qualquer fase da vida: infância, adolescência, idade adulta ou mesmo na velhice. Quanto mais cedo ela surge, maior o risco de complicações a longo prazo. Por isso, é fundamental buscar orientação médica e cuidado especializado o quanto antes — com escuta e acolhimento.

Quais os riscos da obesidade?

A obesidade está associada a mais de 200 doenças. Entre as principais complicações estão:

  • Hipertensão e infarto
  • AVC e enxaqueca
  • Apneia do sono
  • Dores articulares
  • Alguns tipos de câncer
  • Diabetes tipo 2

É por isso que o acompanhamento médico contínuo é tão importante.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da obesidade é clínico e deve ser feito por profissionais de saúde. Os principais parâmetros são:

  • IMC (Índice de Massa Corporal): se igual ou superior a 30 kg/m², já configura obesidade
  • Circunferência abdominal: ajuda a identificar risco cardiovascular
  • Avaliação metabólica e clínica completa

A avaliação vai muito além dos números: envolve escuta, histórico e contexto de vida.

Como é o tratamento?

O tratamento da obesidade deve ser individualizado e contínuo, com foco no cuidado integral. Ele pode incluir:

  • Acompanhamento médico regular
  • Reeducação alimentar com nutricionista
  • Estímulo à atividade física segura
  • Apoio psicológico
  • Medicamentos, quando indicados
  • Cirurgia bariátrica, em casos mais graves

Cuidado em equipe

A obesidade exige acompanhamento com diferentes especialidades. Sozinha, a pessoa não dá conta — e nem precisa.

Com uma equipe preparada, os resultados são mais duradouros e seguros. No nosso hospital, você conta com:

  • Clínicos gerais
  • Endocrinologistas
  • Cardiologistas
  • Nutricionistas
  • Psicólogos

 

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